Eficácia
Capacidade de um produto em produzir efeitos benéficos no curso ou duração
de uma doença. A eficácia é medida pela avaliação dos resultados clínicos e
estatísticos de uma pesquisa clínica.
EMEA
European Medicines Evaluation Agency – agência regulatória
atuante na Comunidade Européia.
Emenda ao Protocolo
Descrição escrita de uma ou mais alterações no protocolo original ou um
esclarecimento formal referente a esse protocolo, apresentada com a
justificativa que a motivou, devendo passar pelo Comitê de Ética em Pesquisa
para sua aprovação.
Estatística
Ciência exata que visa fornecer subsídios ao analista para coletar,
organizar, resumir, analisar e apresentar dados.
Estudo Aberto
Estudo no qual todas as partes envolvidas (sujeito de pesquisa, médico
investigador e coordenador) são informadas sobre qual droga e a dose
utilizada por cada um dos participantes. Em um estudo aberto não se utiliza
placebo.
Estudo Cego
Quando pelo menos uma das partes envolvidas (médico investigador ou sujeito
de pesquisa) não tem conhecimento sobre qual produto ou dose está sendo
administrado por cada um dos participantes.
Estudo Duplo-Cego
Nenhuma das partes envolvidas (médico investigador e sujeito de pesquisa)
não tem conhecimento sobre qual produto ou dose está sendo administrado por
cada um dos participantes.
Estudo Clínico = Ensaio Clínico
Qualquer investigação em seres humanos, objetivando descobrir ou verificar
os efeitos farmacodinâmicos, farmacológicos, clínicos e/ou outros efeitos de
produto(s) e/ou identificar reações adversas ao produto(s) em investigação,
com o objetivo de averiguar sua segurança e/ou eficácia.
Estudo Fase Pré-Clínica = Estudo não Clínico (ANVISA)
Fase anterior à clínica. Avaliação do produto em investigação em animais
após identificação em experimentos in vitro como tendo potencial
terapêutico.
Informações preliminares sobre atividade farmacológica e de segurança. Em
atividades farmacológicas específicas e perfil de toxicidade aceitável, o
estudo passa para as fases clínicas.
Estudo Fase 1
Primeira das quatro fases de um estudo clínico, quando o ser humano recebe
pela primeira vez um novo produto medicamentoso. Envolve uma pequena
população de sujeitos de pesquisa saudáveis, com o objetivo de conhecer
dados de segurança e toxicidade, absorção, distribuição e metabolismo da
nova droga.
Estudo Fase 2
Após completar com sucesso o estudo fase 1, a droga então é testada quanto à
sua segurança e eficácia em uma população um pouco maior de sujeitos de
pesquisa, não mais saudáveis e sim afetados pela doença ou condição para a
qual a nova droga foi desenvolvida. Aqui se procura estabelecer a relação
dose-resposta.
Estudo Fase 3
Terceira e última fase pré-aprovação da nova droga, é conduzido em um número
maior e variado de sujeitos de pesquisa, todos portadores da doença ou
condição para a qual a droga foi desenvolvida, com o objetivo de determinar
o resultado do risco/benefício a curto e longo prazo, reações adversas mais
freqüentes, características especiais do medicamento e/ou especialidade
medicinal como por exemplo: interações clinicamente relevantes, principais
fatores modificatórios do efeito tais como idade, sexo, raça, etc.
Estudo Fase 4
Pesquisas realizadas depois de comercializado o produto e/ou especialidade
medicinal com base nas características com que foi autorizado. São estudos
de vigilância pós-comercialização, para estabelecer o valor terapêutico, o
surgimento de novas reações adversas e/ou confirmação da freqüência de
surgimento das já conhecidas, e as estratégias de tratamento em uma
população maior que a envolvida nas fases anteriores. Nas pesquisas de fase
IV devem-se seguir as mesmas normas éticas e científicas aplicadas às
pesquisas de fases anteriores.
Depois que um medicamento e/ou especialidade medicinal tenha sido
comercializado, as pesquisas clínicas desenvolvidas para explorar novas
indicações, novos métodos de administração ou novas combinações
(associações) etc. são consideradas como pesquisa de novo medicamento.
Estudo Piloto
Estudo preliminar, projetado para indicar se um estudo maior é viável.
Também usado para estabelecer o tamanho da amostra.
Estudos de coorte
Estudos observacionais prospectivos nos quais o investigador identifica uma
amostra de população exposta ao fenômeno considerado e a compara com outra
fatia da população não exposta, que atuaria como controle.
Estudos Multicêntrico
Estudos conduzidos de acordo com um único protocolo, concomitantemente em
vários centros de pesquisa, nacionais ou internacionais.
Estudos Observacionais
Estudos em que o pesquisador observa e registra as suas constatações,
submetendo-as, depois, a um tratamento estatístico.
Estudos tipo
cross over
Ensaios clínicos em que todos os sujeitos de pesquisa recebem,não
simultaneamente, os dois tratamentos (ex: droga investigada e placebo). Os
sujeitos de pesquisa servem como seu próprio controle.
Ética
Conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal.
Evento Adverso
Intercorrência médica desfavorável sofrida por um Sujeito de Pesquisa e que
não necessariamente tenha uma relação causal com o produto em investigação.
Evento Adverso Sério
Intercorrência médica desfavorável, sofrida por um Sujeito de Pesquisa em
uso de um produto investigacional, que em qualquer dose administrada resulte
em óbito, represente risco a vida, resulte em uma incapacidade significativa
ou persistente, anomalia ou má formação congênita, requeira hospitalização
ou prolongamento de uma hospitalização programada.
Exigência Regulatória Aplicável
Qualquer legislação e regulamento que se refere à condução de estudos
clínicos com produtos em investigação.
Extensão de estudo
Proposta de prorrogação ou continuidade da pesquisa com os mesmos sujeitos
recrutados, sem mudança essencial nos objetivos e na metodologia do projeto
original. Havendo modificações importantes de objetivos e/ou métodos, deve
ser apresentado outro protocolo de pesquisa.