Contracepção
1. Segurança dos Métodos Contraceptivos
 

Método
Eficácia teórica (%)
Eficácia prática (%)
Pílula
99,6
96
D.I.U.
98
95
Camisinha
97
90
Diafragma
97
83
Tabelinha
87
79
Ducha vaginal
?
?
Sem método
10
10
 
Observação:

 Estes dados são baseados em casais férteis e no primeiro ano de uso do método.
 90% de eficácia significa que 90 em 100 casais, utilizando o método durante um ano, não apresentaram gravidez.

2. Os anticoncepcionais hormonais: 

            - Os anticoncepcionais hormonais quanto a forma de administração podem ser das seguintes formas: 

1.      Via Oral: são as “pílulas anticoncepcionais” as quais constituem a forma de administração mais antiga, e a mais utilizada. 

2.      Via Injetável: administradas por injeções intramusculares, mensalmente ou a cada três meses (conforme o produto). 

3.      Via Dérmica (Pele): através de membranas impregnadas de hormônios que aderidas a pele, vão contínuamente liberando hormônios, os quais são absorvidos pela pele. 

4.      Via Vaginal: utilizando anéis impregnados de hormônios os quais vão sendo liberados e absorvidos pela mucosa vaginal. 

5.      Via Sub-Dérmica (debaixo da Pele): utilizando pequenos canudinhos contendo hormônio, que uma vez colocados debaixo da pele, liberam progressivamente, ao longo dos anos o hormônio. 

6.      Via Intra-Uterina: através de um DIU o qual é impregnado de hormônio e de forma progressiva e contínua libera o hormônio.

 

Tipo de Anticonceptivo Oral

Forma de administração.

Como utilizar

Via oral

pílulas

Diáriamente

Via injetável

injeções

A cada mês ou a cada três meses.

Via dérmica

membranas

Trocar semanalmente

Via vaginal

anel vaginal

Trocar a cada três semanas

Via sub-dérmica

pequenos “canudinhos”

Trocar a cada cinco anos

Via intra-uterina

Dispositivo intra-uterino

Trocar a cada cinco anos

 

 

 

 

 

 

- Os hormônios:

                Existem métodos que utilizam um ou dois hormônios. Estes hormônios são o Estrogênio e o Progestogenio (formas sintéticas da Progesterona e do Estrógeno).

            As formas contraceptivas que possuem somente um hormônio, utilizam um Progestagenio. As demais, como é o caso da pílula utilizam os dois hormônios, são os chamados métodos combinados. Ao longo dos anos, a quantidade de hormônios utilizados nos métodos contraceptivos hormonais, é cada vez menor. Para se ter uma idéia, nas pílulas mais avançadas a quantidade de hormônio existente nos vinte e um comprimidos é quase igual a quantidade que existia em um comprimido das primeiras pílulas. Isto trouxe uma diminuição muito grande nos efeitos colaterais que existiam com o uso da pílula, além de trazer muitos benefícios as usuárias.  

               Nos dias de hoje, com a variedade de tipos de pílulas anticoncepções e de outras apresentações hormonais são raras as mulheres que não se adaptem a este tipo de anticoncepção.

            - “Coisas” do passado:

            - A pílula engorda!

            - A pílula dá câncer!

            - A pílula somente deve ser utilizada até os 35 anos!

 

3. O Dispositivo Intra-Uterino - DIU

  O DIU é um método contraceptivo indicado principalmente para mulheres que já gestaram uma vez.
Consiste em um dispositivo (corpo estranho) de material sintético (polietileno) que possui cobre envolto externamente e que é colocado no inteiror do útero. Sua colocação é normalmente realizada com a paciente mestruada, em consultório, e o procedimento de colocação não é dolorido, fato que dispensa o uso de anestesia.
   O DIU atua como contraceptivo ( impedindo a gravidez) de varias formas, entre as principais, destacamos:
   - O cobre envolto no DIU, atua como ESPERMATICIDA (imobiliza os espermatozóides, impedindo assim que os mesmos migrem até as trompas, para fertilizar o óvulo.
   - O DIU aumenta o peristaltismo tubário (movimentos tubários) fazendo com que o óvulo permaneça menor tempo no interior da trompa, e desta forma dificultando a fecundação.
  - O DIU provoca alterações no Endométrio (tecido que forra internamente a cavidade do útero) e desta forma inibe a implantação (fixação do óvulo fecundado ao útero).
  - O DIU provoca alterações no Endométrio (tecido que forra internamente a cavidade do útero) e desta forma inibe a implantação (fixação do óvulo fecundado ao útero).

Vantagens de Usar o DIU:

 - É um método que não traz efeitos colaterais sistêmicos (em todo o organismo).
 - Uma vez colocado, sua ação perdura por dois a cinco anos (dependendo do tipo de DIU), não necessitando cuidados diários.
 - Deve ser revisado a cada seis meses, juntamente com a revisão ginecológica.
 - baixa incidência de descontinuação (necessidade de interromper o uso).

Desvantagens:

 - Cerca de 30% das mulheres que colocam o DIU, apresentam aumento das menstruações.
 - Não deve ser colocado em mulheres portadoras de Miomas (fibromas) Uterinos.
 - Deslocamento ou Expulsão do DIU.
 

 
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